A Criação De Um Relacionamento Andaime

Quero ajudar meu filho      Laboratório de Talentos • 22 Junho 2015

Os adolescentes raramente procurarão os pais para resolver um problema interpessoal sério, a menos que tenha sido criada uma base familiar sólida, um relacionamento com determinado nível de profundidade e que tenham confiança de que a ajuda reduzirá (e não aumentará) o nível de ansiedade já existente.

O que os pais geralmente fazem diante de um problema do filho: DEMONSTRAM PREOCUPAÇÃO.

O que os pais geralmente não fazem: DEMONSTRAM COMPETÊNCIA PARA RESOLVER PROBLEMAS.

Antes de avançar, vamos dar dois alertas:

ico-exclamacao Competência para Resolver Problemas NÃO significa resolver o problema pelo seu filho ou sentir-se obrigado a ter respostas para aquele problema específico dele. É ser capaz de ajudá-lo a sair da confusão mental e a criar possibilidades para a resolução.

ico-exclamacao  Você precisa reservar um tempo na sua agenda lotada para se relacionar com o seu filho, sentando regularmente com ele e discutindo interesses e preocupações. No Laboratório de Talentos você tem vários recursos para aprender a administrar melhor o seu tempo. Sugerimos que os leia e faça a sua agenda.

Os adolescentes necessitam de um relacionamento de apoio com você para ajuda-los a fazer a transição para a solução de problema mais complexos. E você precisa agir como um andaime de suporte. Vai ajudá-lo a subir e enxergar a solução, sem interferir.

A resolução precisa partir do seu filho e talvez ele dê respostas que você não gostaria de ouvir. Tentar a toda ideia do seu filho induzir a fazer do modo que você faria não cria efeito duradouro.

Criar um relacionamento andaime requer paciência e prática. É uma construção e, como qualquer construção, é feita gradativamente.

 

Quer Superar

 

Abaixo você tem 04 pilares de sustentação, para começar a praticar o seu relacionamento Andaime:

① Ouça Seu Filho

Quando o seu filho vier com problemas, seja ele qual for, pare e ouça. Se está assistindo TV, pare e ouça. Se está trabalhando, pare e ouça. Se está cansado, pare e ouça.

Ouça com os olhos, ouça com o corpo e ouça, principalmente, com empatia. A criança ainda não tem a percepção aguçada para entender quando os pais estão “fingindo” que escutam enquanto fazem outra atividade. Os adolescentes tem.

Não categorize, pelos seus próprios princípios, o problema do seu filho. Se você não se doutrinar para ouvir pequenos problemas do seu filho, tenha a certeza de que não será você que ele procurará para falar sobre os grandes problemas da vida.

② Ajude o Seu Filho a Descobrir as Exceções

Com frequência percebemos o nosso problema como abrangentes e contínuos, quando na verdade quase sempre eles ocorrem em determinados momentos e de forma específica.

Frases do tipo: “Todo mundo ri de mim” ou “Eu nunca vou conseguir” estão sempre presentes nesse contexto.

Quando você perceber que o seu filho entrou em um ciclo de generalizações, ajude-o a sair:

√ Ouça o problema do seu filho;
√ Encontre exceções ao problema, ou seja, momentos no cotidiano que aquela situação não acontece;
√ Quando encontramos as exceções um mundo de possibilidades de solução se abre, então é possível ajudar o seu filho a encontrar as melhores para o problema dele.

Exemplos:

Afirmação: A minha escola é horrível.

Descobrindo Exceções: Quando não é tão horrível assim? Me fale de momentos onde ela é legal.

Afirmação: Ninguém gosta de mim.

Descobrindo Exceções: De quais pessoas exatamente você está falando? Quais pessoas você acha que gostam de você?

③ Faça Braimstorm

O Braimstorm significa tempestade de ideias. Quando um problema acontece, a carga emocional ocasionada por ele é intensa e gera bloqueio.

O papel dos pais neste momento é, sem julgamento nenhum, sentar com o filho e tentar ver com ele todas as possibilidades possíveis para resolver o problema.

A dica de usar o Braimstorm é não opinar sobre a ideia até que todas tenham sido levantadas. Por mais absurda que seja a ideia dada pelo seu filho, descarta-la imediatamente a ideia causa bloqueio de novas ideias.

Combine com o seu filho que as ideias só serão analisadas depois. Ajude-o a pensar em inúmeras possibilidades, sem pensar neste momento se elas são possíveis ou não.

Esse exercício, se praticado com frequência, além de criar um andaime excelente na relação entre pais e filhos, também ajuda o adolescente a ser criativo e a se orientar por soluções.

④ Separe Emoção de Comportamento

Entenda que emoções e comportamento são diferentes. O que precisa ser repreendido é o mal comportamento e nunca as emoções.

O seu filho pode te responder bruscamente porque ficou chateado com um problema.

Qualquer situação de estresse envolve emoção. John Gotman, especialista em relacionamentos, diz que são nas situações de emoção negativa que mais podemos nos conectar com os nossos filhos, ensinando-os habilidades emocionais.

Antes de responder bruscamente a uma reação emocional negativa do seu filho, coloque-se no lugar dele e entenda qual o tipo de sentimento esse problema gerou. Depois ajude-o a entender que ele pode pensar em outras maneiras de expressar uma determinada emoção.

Exemplo: Entendo que você esteja chateado porque brigou com o seu amigo, mas você não pode ser mal educado comigo por causa disso.

Para a emoção do seu filho dê o seu apoio. Seu filho não será feliz 365 dias do ano, assim como você não é. Sentimos raiva, medo, angústia e outros tantos sentimentos. Mas podemos decidir como lidar com as emoções, atribuindo comportamentos que não sejam agressivos.

Quer saber mais sobre como construir um relacionamento saudável? O Laboratório de Talentos tem um módulo específico, com ferramentas poderosas para que você se torne excelente nos seus relacionamentos!

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