A Importância Do Amor Na Formação Emocional Dos Filhos

Quero ajudar meu filho      Laboratório de Talentos • 22 Junho 2015

Quanto mais a ciência avança, mais fica comprovado que o amor é, de fato, o responsável pela evolução humana e que, num sentido estrito, nós seres humanos nos originamos no amor e somos dependentes dele.

O ser humano não vive só. A história da humanidade mostra que o amor está sempre associado à sobrevivência, que se dá pela cooperação e pelo acolhimento. Jesus, em uma de suas parábolas, fala do camponês lançando sementes ao solo. Algumas caem nas pedras e são comidas pelas aves, outras caem num solo árido e resistem por pouco tempo. Mas há aquelas que encontram boa terra e crescem vigorosas. Assim também nós precisamos de um solo acolhedor para nos desenvolver. O solo acolhedor dos filhos é o amor vindo dos seus pais.

O amor implica na necessidade do estar juntos em interações recorrentes e na total aceitação do outro como um legítimo outro na convivência. Em outras palavras, amar é uma atitude em que se aceita o outro de forma incondicional e não se exige ou se espera nada como recompensa, é respeitar o espaço do outro para que ele exista em plenitude.

 Aceitar o filho e não querer transformá-lo conforme a vontade dos pais é uma condição necessária para o desenvolvimento físico, comportamental, psíquico, social e espiritual normal dele. O Ph.D. Humberto Maturana afirma, com base na biologia, que 99% das enfermidades humanas têm a ver com a negação do amor.

Todos nós nascemos amorosos, mas vivemos em um momento histórico em que predominam relações de dominação, sentimentos agressivos, arrogância e competição, que se contrapõem aos fundamentos amorosos. Isso é o oposto do amar, pois amar é um respeito pela individualidade.

O amor nos dá a possibilidade de compartilhar a vida e o prazer de viver experiências com outras pessoas, sem competições. Os pais precisam, no entanto, tomar o extremo cuidado de não distorcer os conceitos do amor. Amar não significa abrir mão da disciplina. Também não significa dar tudo, fazer tudo que o filho quer. Amar exige muito autoconsciência e esforço. Exige conduzir o filho na busca de solução, do respeito ao outro, da responsabilização dos atos, do aprendizado com o fracasso e da comemoração com a vitória, exige ser o exemplo e, principalmente, exige aceitar e respeitar a opinião do filho, desde pequeno, contribuindo para a sua autoestima.

Somente em uma educação amorosa dos pais, que traz consigo à criança, a confiança em si mesmo e o respeito por si mesmo, surgirá a colaboração. Ao colaborar o filho devolve aos pais as atitudes e o respeito construído. E surge a evolução.

Tenha um solo de amor. E dele, aparecerão bons frutos!

 

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