A Educação Emocional Dos Filhos

Quero ajudar meu filho      Laboratório de Talentos • 22 Junho 2015

Os períodos cruciais para o desenvolvimento do equilibro emocional são a infância e a juventude.

Na infância, a criança vive o mundo em que se funda sua possibilidade de converter-se num ser capaz de aceitar e respeitar o outro a partir da aceitação e do respeito de si mesma.

Na juventude, experimenta-se a validade desse mundo de convivência na aceitação e no respeito pelo outro a partir da aceitação e do respeito por si mesmo, no começo de uma vida adulta social e individualmente responsável (MATURANA, 2008:29).

Aprender a identificar e transmitir emoções são parte importante da comunicação e um aspecto vital do controle emocional. Tão importante é a observação das emoções alheias, sobretudo no desenvolvimento de relacionamentos íntimos e recompensadores (SHAPIRO, 1998).  Educar é um processo em que a criança convive com o outro e, desta convivência, se transforma espontaneamente, tornando o seu modo de viver congruente com o espaço que ela possui de convivência (MATURANA, 2008). A maior contribuição que a educação dá ao desenvolvimento de uma criança é a de ajudá-la a encaminhar-se para um campo onde seus talentos se adaptem melhor, onde ela será feliz e competente. “ Essa visão multifacetada oferece um quadro mais rico da capacidade e do potencial da criança para o sucesso do QI padrão” (GOLEMAN, 1995:28). Existem vários tipos de inteligência decisiva para o sucesso na vida, como vivacidade verbal e a matemático lógica, a aptidão espacial, tais como aptidões interpessoais, aptidão espacial, aptidão musical, aptidão intrapsíquica, aptidão cinestésica (GARDNER, 1983). Quando as crianças são canalizadas a identificar as suas aptidões naturais e a investir nelas, conquistando a maestria de uma maneira natural e em áreas que a atraem espontaneamente e que, na essência, elas amam, se sentirão mais encorajadas para enfrentar desafios em novas áreas (GOLEMAN, 1995). “A ponderação do nosso verdadeiro EU começa com o levantamento dos nossos talentos e paixões” (GOLEMAN, 1995).

Aceitar o filho, suas aptidões e emoções, seu espaço no ambiente familiar, suas opiniões, contribui para que ele desenvolva a autoaceitação.  “A criança que não se aceita e não se respeita não tem espaço de reflexão, porque está na contínua negação de si mesma e na  busca ansiosa do que não é e nem pode ser” (MATURANA, 2008:31).

Como poderia a criança olhar para si mesma se o que vê não é aceitável, porque assim a têm feito saber os adultos, sejam seus pais ou professores? Como poderia a criança olhar para si mesma se já sabe que algo está sempre errado com ela, porque não é o que deve ser ou é o que não deve ser? (MATURANA, 2008:31)

“[...] Devíamos gastar menos tempo classificando crianças e mais tempo ajudando-as a identificar aptidões e dons naturais e a cultivá-los” (GOLEMAN, 1995:27).  Infelizmente, os pais têm a firme intenção de moldar os filhos à sua própria imagem, (SILBERMAN; HANDSBURG 2001).

Influenciar outros tem a ver com fazer com que se tornem mais receptivos as nossas opiniões, conselhos e recomendações. Não tem a ver com fazê-los admitir que estamos certos ou força-los a fazer o que desejamos. Não se pode fazer alguém ver o mundo como o vemos, mas às vezes é possível abrir suas mentes para novas atitudes e rumos eficientes de ação (SILBERMAN; HANDSBURG, 2001:122).

 

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